AirBnB anunciou na noite de sábado (28) que irá oferecer acomodações gratuitas em residências ofertadas no serviço para pessoas barradas em aeroportos dos EUA. Este benefício será destinado exclusivamente a quem a entrada no país foi negada por conta da polêmica ordem executiva de Donald Trump.

Por meio de decreto, Trump proibiu a entrada de qualquer pessoa natural da Líbia, Sudão, Iêmen, Síria, Iraque, Irã e Somália. Sem aviso prévio, diversas pessoas foram impedidas de desembarcar no país ao regressar de viagem, transformando aeroportos em local de protestos, reunião de advogados e albergue público.

Assim como Apple, Microsoft e Google, o AirBnB é publicamente contra a decisão de Trump. O CEO da empresa, Brian Chesky, disse: “Temos três milhões de casas, então podemos definitivamente encontrar um lugar para essas pessoas ficarem”.

O executivo divulgou o seu e-mail direto para contato com pessoas barradas pelo decreto nos aeroportos. Relatos dão conta de que milhares de nascidos em países islâmicos foram impedidos até de retornar para suas próprias casas. Em um dos casos, uma professora iraniana foi impedida de voltar para os EUA, onde mora há sete anos, quando retornava de férias.

Além disso, outro grande número de afetados é de refugiados. Vindos de países como a Síria, país que passa por severa guerra civil, eles poderão viajar para outros lugares e ganhar acomodação gratuita pelo AirBnB.

Decisão judicial e negócios

A Justiça dos EUA deu a primeira decisão favorável a pessoas de qualquer nacionalidade que moram nos EUA e foram impedidas de entrar no país. Sobrepondo-se ao decreto da presidência, a liminar permite que detentores de green card e outras poucas exceções sejam permitidas de retornar de viagem.

A novidade chega pouco antes de uma nova polêmica em relação à política de imigração de Trump. Segundo o Business Insider, a proibição de imigrantes de países muçulmanos, curiosamente, não atinge exatamente os países com os quais o presidente tem negócios pessoais.

Turquia, Egito e Arábia Saudita, onde Trump tem sociedade em hotéis e outros empreendimentos, estão fora da lista de banimento, refletindo alto conflito de interesses.

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