Treinadores de Pokemon Go podem mudar a vida das pessoas?

Imagine a cena: uma mulher caminhando pela rua (jogando Pokemon Go), parando e recuando de uma forma totalmente esquisita, Quando do nada ela ela agarra o celular em frente a sua face, furiosamente apontando a tela. De repente na sua direita aparece outro fazendo a mesma cena.

Enquanto do outro lado da rua, aparece mais três pessoas apontando seus celulares para ela e derrepente um deles grita “Charmander”. Ela imediatamente já pega sua Pokébola e se prepara para atacar. Essa é a vida de um jogador de Pokemon Go, uma nova realidade alternativa criada pela Nitendo.

pokemon go

Realidade Aumentada: o futuro das redes sociais?

A realidade aumentada não é novidade, ela é capaz de melhorar o mundo a nossa volta, pois permite que as pessoas usem o mundo virtual dentro do real. Recentemente vem sofrendo um alto crescimento o uso desta tecnologia, principalmente em dispositivos moveis como o relógio da Apple por exemplo, que complementa as nossas vidas com os dados diários enviando comentários em torno de onde nós caminhamos.

Mas este novo jogo de realidade aumentada anda inspirando uma nova onda social, alguns dizem que o Pokemon Go é o futuro das redes sociais como o facebook, “um sucesso que vai revolucionar o mundo”.

realidade aumentada

Nem tudo é perfeito

Claro que o jogo não é perfeito, Ele tem vários erros de parar o trânsito (literalmente), e sua interface grafica está totalmente concebida, deixando até mesmo os usuários mais experientes frustados. Não é um projeto repetitivo, como ele aproveita uma vasta quantidade de informações recolhidas pela Niantic com seu primeiro produto.

Todos os locais físicos do jogo existia em um banco de dados criado antes deles construírem o jogo. E, apesar de não ser enorme esse banco de dados, esse locais no banco de dados são especificadamente projetados. A maior parte do tempo do jogador é gasto é usado para uma realidade mista no aplicativo melhorando o mundo em torno dos jogadores.

Nem todo mundo tem tanto tempo livre

Para manter esse público, o Pokemon Go deverá criar um método os diferentes tipos de jogadores possam se envolver com o game, pois atualmente ele só investe em um tipo de jogador (o jogador que pode investir horas jogando o game).

Jogadores com mais tempo e atenção limitadas não tem uma forma de se envolver, não gerando valor de jogo que os pode levar a se socializar com outros jogadores. Da mesma forma, o gamer que joga diversos jogos, não tem tempo de jogar a fundo e investir numa estratégia. Esta rede de jogadores de diferentes grupos sociais são o futuro da realidade alternativa em jogos e o futuro do entretenimento digitalizado.

Revolucionar o mundo? Amadureça primeiro!

Quando o Pokemon Go acabar amadurecendo e os criadores aprenderem a servir não somente uma audiência com uma tempo livre de sobra, mas os pais dos jogadores ou uma comunidade em um lar para idosos em seguida um grupo de passageiros em um ônibus, aí sim, ele já vai ter revolucionado a nossa forma de consumir a mídia. Quando os desenvolvedores determinarem como aproveitaremos adequadamente o nosso mundo, o mundo digital e diferentes  jogadores em todas as sociedades, eles já irão ter mudado a nossa forma de viver e contar histórias.

Até lá, contente-se só com a captura de um Rattata em quanto estiver indo para o seu trabalho.

Sam Roberts é diretor de criação que desenvolveu histórias e eventos experienciais, incluindo o jogo móvel FREEQ e no Festival Internacional de Jogos Independentes IndieCade. Ele é o diretor-assistente da Interativo Meios  & Games Division da Universidade do Sul da Califórnia e administra iniciativa editorial da escola, que publica jogos em uma variedade de plataformas, incluindo Nintendo. Ele pode ser encontrado @ashtonesq no Twitter. As opiniões expostas nessa matéria são do mesmo.